Abaixo segue transtornos e tratamentos.


Atendimento psicoterápico Domiciliar


 A prática em atendimento domiciliar na área da saúde vem crescendo, nos setor público e privado, com argumentos que vão desde a relação custo-benefício até a busca da humanização do tratamento. O Atendimento psicológico domiciliar, conhecido como “home care”, vem ocupando um espaço importante como forma de atendimento a clientes que estejam impossibilitados de se transportarem ao consultório. Trata-se de uma prática atual, em que o paciente usufrui do convívio familiar e geralmente apresenta uma recuperação bastante satisfatória.

 

No  atendimento psicoterápico domiciliar, o paciente encontra-se limitado sem condições de fazer o tratamento psicoterápico no consultório, podendo se beneficiar com essa modalidade terapêutica.  Alguns transtornos que podem limitar o paciente,  e de forma a exclusão social podem ser tratados tais como:



• Fobia Específica e Social,

• Stress Pós-Traumático,

• Transtorno do Pânico,

• Transtorno de Ansiedade generaliza (TAG) entre outros.


Saiba mais informações acessando o site abaixo:



Acompanhamento Terapêutico


www.rosana-laiza.com.br


 

Alguns exemplos de sintomas e afecções que constrangem o sujeito em suas relações sociais são:


• Depressão;
• Fobia;
• Transtorno do pânico;
• Distúrbio bipolar;
• Transtornos alimentares;

• Stress pós-traumático;
• Crises de ansiedade;
• Doenças terminais ou degenerativas;
• Perdas cognitivas e neurológicas;
• Pessoa idosa;


 O acompanhamento terapêutico é dispositivo clínico que contribui para evitar recidiva de crises e isolamento social. Em algumas circunstâncias, apresenta-se como alternativa a internações psiquiátricas.


 Os atendimentos podem acontecer em casa e/ ou em outros espaços da cidade como cinemas, lanchonetes, shoppings, teatros, viagem de avião etc. Cada projeto terapêutico é elaborado , a partir das demandas do paciente e da família. Duração e freqüência se definem em função de cada caso.


Transtorno de Ansiedade Generalizada


 Preocupação excessiva, acompanhada por vários sintomas somáticos, causando  prejuízo e sofrimento para o paciente.


 A característica essencial deste distúrbio é uma ansiedade ou preocupação (espera apreensiva) irrealista ou excessiva acerca de duas ou mais circunstâncias de vida, por exemplo, preocupação acerca de possível infortúnio com sua criança (que não está em perigo) e preocupação acerca das finanças (sem boa razão), por seis meses o mais, durante os quais a pessoa se aborreceu por causa destes assuntos na maioria dos dias.


 Nas crianças e adolescentes isto pode tomar a forma de ansiedade e preocupação acerca do desempenho escolar, atlético e social.


Epidemiologia:

É um distúrbio que afeta de 3% a 8%, sendo que 50% dos pacientes apresentam outros distúrbios. A proporção de mulheres para homens é de 2:1. A idade de início geralmente começa na infância.


Etiologia:

Os fatores biológicos e psicossociais se interagem. Há alteração dos neurotransmissores e funcionais.


Diagnóstico:

Excessiva ansiedade ou preocupação além do limite sobre circunstâncias de vida com duração de 6 meses ou mais. O paciente apresenta inquietação, fadiga fácil,dificuldade de concentração, irritabilidade, tensão motora e muscular, alteração do sono.


Características Clínicas


Os sintomas primários são:


• Ansiedade.
• Tensão motora.
• Hiperatividade autonômica.
• Vigilância cognitiva.
• Inquietação.
• Dificuldade de concentração.
• Fadiga fácil.
• Irritabilidade.
• Alteração do sono.


A ansiedade é incontrolável e excessiva, interferindo em todas as áreas do paciente. A tensão motora manifesta-se por inquietação, tremores e cefaléia. A hiperatividade autonômica por dispnéia, sudorese, palpitações, queixas gastrointestinais. A vigilância cognitiva é evidenciada pela irritabilidade.


Diagnóstico Diferencial:

Desordens médicas que geram ansiedade, intoxicações, dependência química, outros transtornos de ansiedade, depressão, hipocondria, somatizações.


Ao se diagnosticar o distúrbio, outros distúrbios que estão freqüentemente associados à ansiedade generalizada precisam ser excluídos. Assim, o diagnóstico é feito se a preocupação e a ansiedade ocorrem exclusivamente durante a evolução de um distúrbio de humor ou um distúrbio psicótico. Nem é feito se os sintomas de ansiedade são baseados num fator orgânico (por exemplo, hipertireoidismo, intoxicação por cafeína).


Tratamento


Psicoterápico:


O trabalho terapêutico é focado nos núcleos psicossociais, levando o paciente a ter uma conduta assertiva frente à situações ansiógenas.


Psiquiátrico:


 O tratamento visa o equilíbrio dos neurotransmissores com uso de medicação sempre prescrito pelo médico, tais como:

benzodiazepínicos, buspirona, propranolol, tricíclicos.


Transtorno Obsessivo Compulsivo


 A característica essencial deste distúrbio são as obsessões ou compulsões recorrentes suficientemente graves para causar sofrimento acentuado, consumir tempo, ou que interferir significamente na rotina normal da pessoa, no funcionamento ocupacional, ou nas atividades ou relações sociais com os outros.


As obsessões mais comuns são pensamentos de violência repetitivos, contaminação e dúvida.


Compulsões são comportamentos repetitivos, propositados e intencionais que são desempenhados em resposta a uma obsessão, de acordo com certas regras ou de uma maneira estereotipada.


Uma obsessão é um pensamento, idéia, sentimento ou sensação intrusiva. Uma compulsão é um comportamento recorrente como tentativa irracional de controlar a ansiedade produzida pela obsessão.



Epidemiologia:

 Incidência em 2 a 3% da população. Início dos sintomas na adolescência, podendo aparecer também na infância. Pode afetar homens e mulheres da mesma forma.


Etiologia:

Distúrbios da neurotransmissão, alteração neuroanatômica e funcionais. Fatores psicossociais.


Diagnóstico:

Requer a presença de obsessões ou compulsões que causam sofrimento e comprometimento da personalidade.


Características clínicas:


 Uma idéia ou impulsivo invade persistentemente a consciência. Um sentimento de medo ansioso acompanha a manifestação central e leva a pessoa a tomar medidas contra ela. A obsessão e a compulsão são experimentadas como estranhas ao ego. A pessoa reconhece como absurdas.

 São comuns a depressão e a ansiedade.  Há freqüentemente um evitamento fóbico de situações que envolvem o conteúdo das obsessões, como a sujeira ou a contaminação. Por exemplo, uma pessoa com obsessões acerca da sujeira pode evitar banheiros públicos; uma pessoa com obsessões sobre contaminação pode evitar dar as mãos a estranhos.



Os sintomas mais encontrados são:


Obsessões: Preocupações com secreções corporais, sujeira, contaminação.


• Medo de acontecimentos catastróficos (incêndio, morte);
• Necessidade de simetria, ordem e exatidão;
• Escrúpulos excessivos;
• Números de sorte ou azar;
• Pensamentos sexuais proibidos;
• Sons intrusivos;
• Ambivalência;
• Pensamento mágico;

Compulsões: Lavar as mãos, tomar banho e escovar os dentes ou arrumar-se de forma excessiva e ritualizada.
 

• Atos e rituais repetitivos. Verificar portas, fechaduras e interruptores;
• Tocar repetitivamente nos objetos;
• Observar e arrumar;
• Meticulosidade anormal;
• Contar;
• Atos bizarros (lamber, cuspir).


 Os sintomas obsessivo-compulsivos fazem com que o paciente leve horas na execução de tarefas simples como tomar banho ou barbear-se. Em 50% dos casos apresentam sintomas depressivos ou distimia.


Diagnóstico Diferencial:

Esquizofrenia, depressão, transtorno da personalidade, fobias, epilepsia.


Tratamento:


Psicoterápico:


 A psicoterapia é focada no núcleo compulsivo e obsessivo, com técnicas específicas para trabalhar o conteúdo inconsciente. O prognóstico resulta na consciência dos fatores limitantes, para um comportamento qualitativo e assertivo de vida  psicossocial.

Psiquiátrico:


 O tratamento é coduzido por medicações, sempre prescrito pelo médico, tais como:

Antidepressivos tricíclicos (clomipramina), IMAO e ISRS, ansiolíticos, neurolépticos, fenfluramina.


Fobias Social e Específica


 Fobia é um medo irracional de um objeto, resultando em sua evitação. A fobia social é o medo de humilhação diante de outras pessoas. A fobia específica refere-se a objetos específicos.


Epidemiologia:

 As fobias específicas são mais comuns do que as sociais. Afetam mais as mulheres e acometem de 5 a 10% da população. Início na adolescência. A incidência das fobias sociais é de 2 a 3% e afetam mais as mulheres, sendo que o início é na adolescência.


Etiologia:

Fatores psicossociais e neuroquímico.


Diagnóstico:


Fobia específica: Medo intenso e persistente, irracional, desencadeado pela presença do objeto fóbico. A exposição ao objeto provoca resposta ansiosa imediata. A pessoa reconhece a irracionalidade do medo. A situação fóbica é evitada ou tolerada com extrema ansiedade. 
 

 Os sintomas interferem na vida da pessoa. Os tipos mais comuns são :

 

• fobias a animais;
• fobias a fatores naturais ou ambientais ( altura, tempestade );
• fobias a sangue, injeções ou ferimentos; 
• fobias a situações de enclausuramento;



Fobia social: Medo intenso e persistente das situações sociais nas quais a pessoa esteja exposta à observação alheia, temendo comportar-se de forma humilhante ou embaraçosa. Os exemplos mais comuns incluem a incapacidade de falar ou apresentar-se em público, de comer, escrever ou desempenhar qualquer tarefa diante de outras pessoas.



Características clínicas:

 As fobias caracterizam-se pelo surgimento de ansiedade severa quando o paciente é exposto a uma situação ou objeto fóbico. Na tentativa de evitar a ansiedade, o paciente tenta esquivar-se a qualquer custo da situação ou objeto que estimula sua resposta fóbica.


Diagnóstico Diferencial:

Fobia específica e social devem ser diferenciadas, de medo normal e timidez respectivamente. Tumores e doenças cerebrovasculares.. Esquizofrenia. Distúrbio do Pânico, agorafobia, distúrbio de personalidade, transtorno obsessivo compulsivo.


Tratamento:


Psicoterápico:


O tratamento consiste em técnicas de exposição do paciente frente ao objeto ou situações fóbicas.  É trabalhado o núcleo fóbico, para que o paciente tenha consciência da  assertividade do seu comportamento.

Psiquiátrico:


O tratamento é sempre prescrito pelo médico com uso de medicamentos, tais como:

ansiolíticos, benzodiazepínicos (alprazolam, clonazepam), antidepressivos (IMAO e ISRS) e betabloqueadores.


Transtorno de Stress Pós-Traumático e de Stress Agudo


 Para que seja caracterizado o transtorno, é necessário que a pessoa tenha experimentado uma situação de stress emocional de grande magnitude, tal como catástrofes, combates, acidentes graves, assaltos, estupros...

 

 O transtorno consiste em reexperiência do trauma em sonhos e pensamentos, evitação permanente de quaisquer fatores que possam evocar sua lembrança, torpor emocional e hiperexcitabilidade. A duração mínima dos sintomas é de 1 mês. Para a caracterização do transtorno do stress agudo, os sintomas devem ocorrer durante as quatro primeiras semanas que sucedem imediatamente o evento traumático.



Epidemiologia:

A incidência é estimada em 1 a 3% da população. Após desastres devastadores 50 a 80% dos sobreviventes podem ser acometidos pela síndrome. Ocorre 2 a 3 vezes mais em mulheres.


O distúrbio pode ocorrer em qualquer idade, inclusive durante a infância. Maior possibilidade de ocorrência em adultos jovens, devido à natureza dos fatores precipitantes.


Etiologia:

Relacionada à gravidade do estressor. Preexistência de facilitadores biológicos e psicossociais. Resposta subjetiva ao evento traumático.


Diagnóstico:



 A pessoa experimentou um evento traumático envolvendo séria ameaça a vida ou a integridade física de si mesmo ou outros. A resposta inclui sentimento de medo extremo ou horror. O evento é persistentemente revivido através de lembranças recorrentes e intensivas, sonhos perturbadores, ilusões, alucinações... Pode haver resposta fisiológica. 


Há evitação persistente de quaisquer estímulos que possam evocar:


• Lembrança do trauma;
• Torpor emocional;
• Amnésia psicogênica;
• Diminuição do interesse;
• Desligamento ou estranheza em relação aos outros;
• Diminuição dos afetos e desesperança;
• Sintomas de hiperexcitabilidade (insônia, irritabilidade, dificuldade de concentração, hipervigilância, sobressaltos);


A duração dos sintomas é de pelo menos 1 mês.



 Especifica-se o início retardado se houve latência de pelo menos seis meses entre o trauma e o desencadeamento da síndrome. No transtorno de stress agudo a sintomatologia tem duração mínima de 2 dias e máxima de 4 semanas e sucede imediatamente o evento traumático.

 

 A revivência dos sintomas pode se desenvolver meses ou anos após um período de latência em seguida ao trauma, embora os sintomas de evitamento habitualmente estejam presentes durante este período.  Podem ocorrer episódios dissociativos mais fortes (lateração da consciência, desrealização, despersonalização, amnésia).


 Lembranças recorrentes e intrusivas do acontecimento (em crianças menores, jogos repetitivos em que temas ou aspectos do trauma são expressos). Sofrimento psicológico intenso ao se expor a acontecimentos que simbolizam ou se assemelham a um aspecto do acontecimento traumático.


 Evitamento persistente dos estímulos associados ao trauma ou insensibilidade da reatividade geral. Variação restrita da afetividade, por exemplo, incapaz de experimentar sentimentos amorosos. Sensação de um futuro encurtado, por exemplo, não esperar ter uma carreira, casamento, ou crianças, uma vida longa.


Características clínicas:


 As principais são a reexperiência dolorosa do evento, um padrão constante de evitação, torpor emocional e excitabilidade aumentada. Dificuldade de dormir ou permanecer dormindo.  Irritabilidade ou explosões de raiva. Hiper-vigilância.


 O distúrbio pode não se desenvolver durante meses ou até anos após o evento traumático. São comuns sentimentos de culpa e humilhação. Podem estar presentes:


• Estados dissociativos;
• Ataques de pânico;
• Depressão;
• Ansiedade;
• labilidade emocional;
• Ilusões;
• Alucinações;
• Prejuízos da memória e da atenção;


 Podem ocorrer sintomas de um distúrbio mental orgânico, tais como perda de memória, dificuldade de concentração, labilidade emocional, dor de cabeça e vertigem.


Diagnóstico Diferencial:

 Epilepsia, intoxicação ou retirada de álcool ou drogas, outros transtornos de ansiedade, transtornos dissociativos, transtornos afetivos, esquizofrenia, transtornos de personalidade.


Tratamento


Psiquiátrico:

 O tratamento psiquiátrico é sempre conduzido pela forma de prescrição de medicamentos. Fica explícito que a medicação é sempre de responsabilidade  do médico.

• Antidepressivos tricíclicos ( imipramina e amitriptilina );
• ISRS;
• IMAO;
• Carbamazepina;
• Clonidina;
• Propranolol;
• Benzodiazepínicos;


Psicoterápico:

Sempre focando a dissociação do evento traumático, quanto aos efeitos de insensibilidade psíquica ou anestesia emocional.  Trabalhando o evitamento fóbico de situações ou atividades que se assemelham ou simbolizam o trauma original. Equilibrar as relações interpessoais que são afetadas pelo distúrbio. E trabalhar a labilidade emocional, depressão e culpa decorrentes do fato traumático.


Transtorno do Pânico


 A Síndrome do Pânico é uma doença caracterizada pelo distúrbio dos neurotransmissores serotonina e noradrenalina, possuindo como aspecto essencial, os ataques de ansiedade e nervosismo. Os ataques de pânico manifestam-se, via de regra através de períodos discretos de ataques repentinos, de intensa apreensão e medo, freqüentemente associados com sentimentos de perigo de destruição iminente. A doença atinge pessoas de qualquer classe social, de qualquer profissão, seja na área urbana ou rural. Em 70% dos casos a doença começa a se manifestar entre os 20 e 35 anos uma fase de pleno crescimento profissional. 


Sintomas:


• Náusea ou desconforto abdominal;
• Despersonalização;
• Anestesia ou formigamento;
• Ondas de calor ou calafrios;
• Dor ou desconforto no peito;
• Medo de morrer;
• Medo de enlouquecer;



 A ocorrência simultânea de quatro sintomas, dentre os acima discriminados, é suficiente para demonstrar a existência da doença. É importante ressaltar, ainda, que há ataques de pânico recorrentes várias vezes por semana ou até diariamente e que estes ataques podem ou não ser acompanhados de agorafobia.


Agorafobia

Medo de estar em lugares ou situações nas quais seja difícil sair, ou não haja ajuda disponível na hipótese da ocorrência de um ataque de pânico. Dentre as situações mais frequentes de agorafobia, pode-se mencionar aquelas em que o indivíduo está sozinho e fora de casa, ou ainda, numa multidão, em uma fila, em uma ponte, numa viagem de ônibus, trem ou automóvel, etc.


Diferença entre Fobia e Síndrome do Pânico


FOBIA


Medo exagerado e desproporcional ao estímulo, não conseguindo avaliar a realidade da situação. Surgem pensamentos catastróficos e a pessoa sabe que o medo é exagerado, mas não consegue evitar a ansiedade, sendo que quando elimina o estímulo aterrorizante desaparecem os sintomas. 





SÍNDROME DO PÂNICO


Não existe estímulo externo, sendo que surgem ataques de pânico independente do lugar e da hora. É um distúrbio de ansiedade, no qual fundamenta-se em base orgânica e psicológica. Freud descreveu a Síndrome do Pânico como Neurose de Angústia em 1894, que apresenta traços de muita tensão e atividade mental associado aos sintomas somáticos como tremores, taquicardia, hiper-ventilação e vertigens...Angústia é uma forma de esperar o perigo ou preparar-se para ele, ainda que possa ser desconhecido.



Características da personalidade

São pessoas com tendência ao perfeccionismo tendo uma autocrítica muito grande e não se permitindo falhar em nenhum aspecto. Há uma cobrança extrema quanto a execução de atividades corretamente e de certa forma esperando a mesma atitude alheia. Apresentam-se como workaholics com dificuldades para relaxar e centralizadores. Profissionalmente possuem ótima capacidade intelectual, mas denotam dificuldade nos relacionamentos afetivos.



Durante as Crises

No momento da crise os pacientes tomam tranqüilizantes e, posteriormente há uma melhora da crise. A crise desaparece por volta de 05 a 30 minutos, com ou sem os medicamentos.


 O tranqüilizante, tomado por via oral ou intramuscular leva de 40 a 60 minutos para surtir efeito, donde se conclui que, o efeito do medicamento se dá no momento em que a crise já acessou.

 

 O tranqüilizante ajuda na fase pós crise, relaxando o paciente justamente no período de mais necessidade, já que ele fica ansioso, cansado e com medo de que a crise volte, o controle das crises pode ser obtido mais ou menos dentro de 02 a 04 semanas com uso de medicamentos.


 Somente após o bloqueio das crises é que se deve estimular o paciente a enfrentar de forma progressiva as situações temidas.

 

 Quando a pessoa estiver no meio de uma crise, inspire pelo nariz e conte até quatro depois expire pela boca e conte novamente até quatro. Repita esse movimento várias vezes até a sensação de tontura passar.


 Pode ser feito um relaxamento autógeno ou qualquer outro tipo de relaxamento para que o paciente consiga um auto controle sobre o seu físico, pois após a crise há um desgaste emocional e físico muito grande.


 É importante desviar a concentração da mente para situações agradáveis ou conversar com alguém para ajudar nesse processo.


 O familiar que estiver acompanhando o tratamento deve deixar o paciente sem tensão ou cobrança, pois nesse momento o próprio paciente fica em desespero para que volte ao normal. O ambiente familiar deve ser propício para que isso aconteça. o paciente não precisa sentir vergonha dessa fragilidade, pois a maioria das pessoas sentem as mesmas aflições.


Complicações da Síndrome do Pânico

Com a repetição das crises podem surgir algumas complicações tais como: hipocondria; fobias associadas direta ou indiretamente com as situações nas quais teve a crise; ansiedade basal; ansiedade de antecipação; agorafobia; auto depreciação e desmoralização; depressão; alcoolismo e/ ou abuso de drogas.


Ansiedade Basal

• Tensão muscular;
• Dores provenientes da tensão;
• Dificuldade para relaxar, sendo que o paciente fica sempre em alerta esperando uma nova crise;
• Intolerância a barulho; 
• Impaciência;
• Irritabilidade;
• Agressividade verbal;
• Insônia; 
• Fadiga no final do dia;


Ansiedade de antecipação da crise

O paciente pode associar a crise aos locais onde as teve, criando um condicionamento e, dessa forma sente-se ansioso podendo até ter crises de pânico quando se confronta fisicamente com a situação.


Evitação Fóbica

Cada vez que o paciente tenta enfrentar uma situação fica mais ansioso, chegando ao ponto de ter a crise de pânico. Quanto mais se evita uma situação, mais receio dela se vai adquirindo.


Hipocondria

Uma preocupação excessiva com a saúde física, o que se nota pelo fato da pessoa observar com mais freqüência suas funções, em particular a cardiovascular. O paciente começa a acreditar que deve haver algo muito sério com sua saúde física, algo que os médicos e exames não são capazes de detectar ou então estão lhe escondendo.


Fobias

Associadas direta ou indiretamente com as situações nas quais teve as crises. Como a crise de pânico não escolhe lugar nem hora, a tendência é ir ampliando progressivamente as fobias ou a ter medo de praticamente tudo.


Auto Depreciação e Desmoralização

As limitações impostas pelo estado fóbico-ansioso comumente levam a outras complicações, tais como: sentimentos de auto depreciação e desmoralização. Há queda de qualidade de vida do paciente e da família, além do sentimento de responsabilidade pela doença e por uma hipotética falta de força de vontade para superar o problema.


Depressão

Pacientes com pânico e suas complicações podem desenvolver depressão, a qual é reativa as limitações fóbicas ansiosas impostas à vida do indivíduo. Essa depressão é secundária e ela desaparece quando o paciente melhora do pânico.


Gravidade do Evitamento Agorafóbico


LEVE: Algum evitamento, mas estilo de vida relativamente normal, por exemplo, viaja desacompanhado quando necessário, tal como a trabalho ou a compras.

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MODERADO: Resulta num estilo de vida restrito, por exemplo, a pessoa é capaz de deixar a casa sozinha, porém, somente consegue percorrer alguns quilômetros desacompanhada. 

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GRAVE: Por evitamento, resulta em estar parcial ou completamente restrita à casa ou incapaz de sair desacompanhada.

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Gravidade dos Ataques de Pânico


LEVE: Durante o último mês, ou todos, ou não houve mais do que um ataque de pânico.

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MODERADO: Durante o último mês os ataques foram intermediários entre ataques leves e graves. 

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GRAVE: Durante o último mês houveram pelo menos oito ataques de pânico.
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As consequências da Síndrome do Pânico afetam 3 áreas:


ECONÔMICA: Os gastos excessivos com médicos e exames são dispensáveis, exceto o ecocardiograma . Este exame revela que 30% dos pacientes com pânico possuem uma alteração benigna chamada Prolapso da Válvula Mitral. Outro prejuízo econômico são as faltas e os afastamentos do trabalho em auxílio-doença e, às vezes internações em UTI ou clínicas e hospitais psiquiátricos sem nenhum benefício. Podem ocorrer recusas de promoções por falta de segurança e desmoralização, ou pedido de demissão e dispensa por causa da agorafobia.


SOCIAL: O paciente se restringe ao seu convívio familiar, recusando os convites sociais e, por outro lado, os amigos vão se afastando em virtude das dificuldades de relacionamento que o paciente vai adquirindo com a ocorrência sucessiva das crises.


FAMILIAR: Após várias consultas médicas e exames mostrando que o paciente não tem aparentemente nada, os familiares acham que tudo não passa de falta de força de vontade ou talvez consideram responsabilidade do próprio paciente a superação do problema. Como às vezes o paciente só sai ou faz algo acompanhado pode tolher-se a liberdade da pessoa de quem se depende, trazendo aborrecimentos e gerando dificuldades de relacionamento conjugal ou com a família.


Formas de Tratamento


PSIQUIÁTRICO:


 Fica explícito que nessa forma de tratamento psiquiátrico, apenas o médico pode prescrever a medicação. Essa fonte sobre tratamento psiquiátrico e medicação foi escrita pelo psiquiatra que atua na Associação Nacional da Síndrome do Pânico.


 Há necessidade de medicação para equilibrar os neurotransmissores. Os quadros em que as pessoas apresentam a ansiedade como principal fator a caracterizar sua patologia são denominados Transtornos Ansiosos e os principais são:



• Transtorno do Pânico;

• Fobia Simples;

• Fobia Social;

• Transtorno Obsessívo-compulsivo;

• Estado de estresse pós traumático;

• Ansiedade generalizada

• Distúrbio Misto depressivo - ansioso;


Em nosso caso iremos dar destaque ao

TRANSTORNO DE PÂNICO (TP):

 

Caracteriza-se pela presença de ataques de pânico recorrentes e inesperados, seguidos de pelo menos 1 mês de preocupação persistente acerca de ter outro ataque, preocupação com as possíveis implicações ou conseqüências dos ataques, ou uma alteração comportamental significativa relacionada aos ataques. Devem ser excluídos outros transtornos psiquiátricos, uso de drogas, ou outra condição clínica. TRATAMENTO CLÍNICO.


 Devido aos comprometimentos que o transtorno do pânico trás a seus portadores é muito importante que se já instituída uma conduta terapêutica adequada. O tratamento poderá, em muitos casos deverá, ser realizada através de medicamentos e de psicoterapia.

 

 Os medicamentos mais úteis no tratamento do TP são os anti-depressivos. Geralmente, em doses baixas eles são capazes de bloquear os ataques de pânico, revertendo suas conseqüências e permitindo a retomada das atividades do paciente. Uma porcentagem significativa dos pacientes apresentam uma piora dos sintomas ansiosos, com piora dos ataques, ao iniciar o tratamento com anti-depressivos.


 Essa resposta ao início da medicação tende a desaparecer após alguns dias de uso do medicamento, não constituindo motivo para abandonar o tratamento farmacológico. Medidas como iniciar com doses baixas de antidepressivos reduzem o risco desse tipo de reação inicial. Atualmente dispomos de diversos antidepressivos no mercado, que podem ser utilizados com sucesso no manejo dos pacientes com TP. São eles:


Antidepressivos Tricídicos (ADT):
Clomipramina (Anafranil);Imipramina (Tofranil).


Apesar de drogas bastante eficazes no controle dos ataques de pânico, apresentam muitos efeitos colaterais (boca seca, sudorese, obstipação intestinal, retardo ejaculatório, e ganho de peso, entre os principais) que podem fazer o paciente abandonar o tratamento.


Inibidores Seletivos da Recaptura da Seratonina (ISRS):
Fluoxetina (Prozac, Eufor, Daforin, etc), Paroxetina (Aropax), Sertralina (Zoloft, Sercerim) entre outros.


Medicamentos mais novos que por aluarem especificamente sobre o neurotransmissor serotonina acabam tendo poucos efeitos colaterais sobre o organismo dos pacientes. Mesmo assim algumas pessoas tendem a reclamar de dor de cabeça (transitória), náuseas, dor de estômago e vômitos (transitório) e perda de libido.


Inibidores da Mono Amino Oxidase (IMAO):
Tranilcipromina (Parnate), Fenelzina, Moclobemida (Aurorix).


 Alguns pacientes se beneficiam do uso de IMAOs, porém tirando a Moclobemida, o manejo terapêutico das outras drogas dessa família não é simples, para quem não esta acostumado, pois são necessárias várias restrições alimentares, não podendo, também associar essa droga com diversos medicamentos.


 Normalmente o efeito benéfico dos antidepressivos se faz presente após uma a duas semanas de uso dessa medicação. Mesmo estando bem, tendo voltado ao estado normal, o paciente deve manter o uso da medicação por um período de aproximadamente um ano, para reduzir o risco dos ataques voltarem após a descontinuação da medicação.


 Apesar de todo o medo que as pessoas têm em relação ao uso desse tipo de medicação (ficar dependente, mudar seu jeito de ser, fazer coisas sem saber, ficar "dopado"), seu uso é bastante seguro quando orientado por um psiquiatra experiente. Além do uso de antidepressivos, é muito comum a utilização de ansiolíticos que são conhecidos como Benzodiazepínicos: Al;prazolan (Frontal, Clonazepan (Rivotril), Diazepam (Diempax, Valium, etc.). Apesar de muito utilizados, os resultados obtidos tendem a ser parciais, pois conseguem combater alguns sintomas da crise que esta acontecendo, mas não impedem o aparecimento de novas crises.


 Além disso tendem a deixar o paciente sonolento, sem contar o risco de levar o paciente à dependência. Não devem ser utilizados por longos períodos de tempo, pois o organismo tende a se acostumar e passa a exigir doses maiores para ter o mesmo efeito. Ainda em relação a drogas que combatem sintomas dos ataques de pânico, podemos citar os beta-bloqueadores (inderal, Propranolol) que diminuem a taquicardia que em alguns pacientes parece ser o pior dos sintomas.


 De qualquer forma a melhor pessoa para indicar e acompanhar seu tratamento, do ponto de vista medicamentoso, é o psiquiatra, Desaconselhamos a auto-medicação, pois qualquer medicamento tomado de forma incorreta pode ser mais prejudicial do que benéfico. Uma outra razão importante para procurar um médico que conheça o problema é que ele poderá orientar quanto à investigação do seu problema procurando descartar outras condições clinicas que possam causar sintomas parecidos com um ataque de pânico.


  Entre as várias patologias que devem ser decartadas podemos citar:


• Doenças Endócrinas (hipertireoidismo, feocromocitoma, etc.).
• Doenças Cardiovasculares (Infarto do miocárdio, amtmiasJPVM).
• Doenças respiratórias (asma brônquica, hipoxia, etc.).
• Doenças neurológicas (tumores cerebrais, epilepsia, cefaléias).
• Disfunções metabólicas (acidose, desidratação, etc.).
• Intoxicação por drogas (cocaína, anfetamina, cafeína, álcool,etc.).
• Síndrome tensão pré-mestrual.


 Muitas vezes não há necessidade de se realizar dezenas de exames laboratoriais bastando um bom histórico clínico para que o médico possa descartar certas doenças.


PSICOTERÁPICO:

Focado no enfrentamento das fobias da técnica da terapia cognitiva comportamental, no qual limita o paciente em várias áreas. Depois um enfoque profundo na psicodinâmica independente da linha psicológica, elaborando as mudanças de alguns comportamentos inadequados. O paciente precisa redimensionar alguns conteúdos da personalidade, tais como: perfeccionismo,controle das situações, poder, centro das atenções, workaholic, auto crítica exagerada... No processo psicoterápico a pessoa precisa trabalhar as complicações da doença para que sinta mais segurança e equilíbrio no dia a dia.


Transtorno de Ansiedade e Induzidos por Substâncias Químicas


Epidemiologia:

É um quadro comum devido ao uso de drogas e medicamentos cada vez mais freqüente.


Etiologia:

Várias substâncias pode produzir sintomas de ansiedade. Drogas simpaticomiméticas ( anfetaminas, cocaína, cafeína...) são mais comumente associadas aos sintomas, porém, drogas serotoninérgicas ( LSD...) também podem causa-los.


Diagnóstico:

Sintomas ansiosos surgidos durante o uso ou logo após a cessação do uso de drogas.


Características clínicas:

Variam com a substância envolvida.


Diagnóstico Diferencial:

Inclui os transtornos de ansiedade primários, os devidos a doenças e distúrbios afetivos..


Tratamento:

Supressão do uso da droga.


Depressão


 A característica deste distúrbio é uma preocupação crônica de humor deprimido, na maior parte do dia, por pelo menos dois anos, e um ano para crianças e adolescentes. Este distúrbio habitualmente começa na infância, adolescência, ou no começo da vida adulta, e por esta razão frequentemente tem sido referida como personalidade depressiva. Entre os adultos o distúrbio é aparentemente mais comum nas mulheres. Nas crianças pode ocorrer com freqüência igual em ambos os sexos.


Características clínicas:


  Presença, enquanto deprimido, de pelo menos dois dos seguintes critérios:

 

• Apetite diminuído ou hiperfagia;
• Insônia ou hipersonia;
• Baixa energia ou fadiga;
• Baixa auto-estima;
• Concentração diminuída ou dificuldade de tomar decisões;
• Sentimentos de desesperança;


 O distúrbio habitualmente começa sem um início claro e tem um curso crônico. Nas situações clínicas, as pessoas com este distúrbio habitualmente tem depressão maior superposta que frequentemente é a razão das pessoas procurarem o tratamento atualmente. O comprometimento do funcionamento social e ocupacional é habitualmente leve ou moderado por causa da cronicidade mais do que da gravidade da síndrome depressiva. Consequentemente, a hospitalização é raramente requerida exceto se há tentativa de suicídio ou uma depressão maior sobreposta.


 Nas crianças e adolescentes, a interação social com os colegas e adultos é frequentemente afetada. As crianças com depressão frequentemente reagem a elogios ou respondem aos relacionamentos positivos com comportamentos negativos. O desempenho e o progresso escolar podem ser afetados nocivamente.


Epidemiologia

 Este distúrbio habitualmente começa na infância, adolescência, ou no começo da vida adulta, e por esta razão frequentemente tem sido referida como personalidade depressiva.


Etiologia

Estressores psicossociais crônicos podem predispor a neurose depressiva.


Nas crianças e adolescentes, os fatores predisponentes são a presença de distúrbio de déficit de atenção por hiperatividade, distúrbio de conduta, distúrbio de desenvolvimento grave, ou um meio inadequado, desorganizado.


Diagnóstico Diferencial:

As pessoas com distimia frequentemente tem uma depressão maior superposta,
Frequentemente, há evidência de um distúrbio de personalidade coexistente.
Quando uma pessoa preenche tanto os critérios para distimia como para distúrbio de personalidade, ambos os diagnósticos devem ser feitos. 
Este distúrbio é particularmente comum nas pessoas com distúrbio limítrofe de personalidade, narcisista com evitamento e dependente.


Tratamento:


PSICOTERÁPICO: 

 A psicoterapia é focada na mudança de um comportamento mais assertivo frente a depressão. Com técnicas específicas para que a pessoa tenha equilíbrio emocional e uma vida mais saudável.
 Este distúrbio é particularmente comum nas pessoas com distúrbio limítrofe de personalidade, narcisista com evitamento e dependente.

PSIQUIÁTRICO: 

 É indicado uso de antidepressivo sempre prescrito pelo psiquiatra, para equilíbrio dos neurotransmissores.